O filho heróico é um bastardo.
Concebido pela companhia de um acidente,
Vivia em sua casca um falho Narciso,
E sua mentira do ego, a sua maior virtude.
Por dentro conhecia a dor.
Ninguém pra avisá-lo o que não sabia:
"A vingança é suja,
Quando a alma esvazia."
Temia amar, sabia que tinha o poder do fogo;
Queimar, queimar, queimar,
Corações vazios em silhuetas assombrosas.
Viver não é tão fácil quando se nasce imerso em mentiras.
A grande verdade é que não acreditar tornou-se fato,
Fato que sua mentira tornou-se real,
Tão real que queria ele que fosse mentira.
Aprendeu a viver sozinho, a colecionar frágeis lágrimas.
Em silêncio, sem mais sentir, nem mais sorria,
De algum modo seguia em frente, sobrevivia.
Isso bastava.
25 de out. de 2010
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