De encontro com a chuva, uma madrugada fria,
Escutava aquela canção que há tempos não ouvia.
Procurava um amigo interior, mas no final sabia,
O que fazia não era certo, mas consertar não iria.
O seu sonho ele havia abandonado,
Não era como ele imaginava.
O que ele amava, odiava,
A triste melodia que ninguém cantava.
Percebia o quão simples pode ser a vida,
Se você fizer da chuva o seu guia.
Transformou os problemas em feridas,
E curou cicatrizes indefinidas.
Escuridão ainda o cercava,
Mas ele se tornou amigo dela.
Fazia poesias sob as velas,
Para expressar seus sentimentos por ela.
Ela o adotou,
Quando ia partir o cobria com ardor.
A luz ele não via (pelo menos enquanto dormia),
Sonhava na noite, sonhava no dia.
Em sonho ele lembrava de um pacto perfeito,
Ela o trazia paz, e ele a trazia letras.
6 de nov. de 2010
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