Em sua mente,
Como estar perdido em um lugar escuro.
E lembrar daquelas cenas,
E criar aquelas cenas,
Tão, mas tão aterradoras,
Que vinham roubar-lhe os sonhos da noite.
Se eu pudesse por um segundo
Te emprestar a minha dor,
Você continuaria aqui comigo?
E se eu te contasse todas essas coisas
Que nem ao menos eu ouso questionar?
Verdades, mentiras.
Você cederia, daria-me a mão,
E diria mais uma vez que me ama?
Fugiria para longe, choraria,
Já que eu nunca disse-te nada?
Como seria simples acabar com isso tudo,
Empunhar uma arma vetando sentimentos.
Quando tudo se torna sofrimento
A solução é abandonar-se, abster-se de si mesmo,
Continuar assim, desprezado por quem mais ama,
e muito mais por você mesmo.
Como um amor morto para um cupido suicida,
O pulso em sangue amou a navalha,
E essa era a única diferença;
Quanto mais dor, mais se amava.
Eles vieram fortes e inapagáveis,
Jamais se separaram.
Os lados mortais desceram as escadas,
Sempre, mas sempre,
Evitaram espelhos.
22 de nov. de 2010
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